O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) protagonizaram, na noite deste domingo (18), um debate marcado por acusações, provocações e pouco espaço para o aprofundamento de propostas. Promovido pela Band, o encontro foi o primeiro confronto direto entre os candidatos no segundo turno da disputa presidencial.
As discussões envolveram suspeitas de corrupção, críticas às trajetórias políticas e referências a familiares dos dois candidatos. Flávio trouxe ao debate investigações envolvendo o filho do presidente, enquanto Lula cobrou explicações sobre recursos destinados à produção de um filme sobre Jair Bolsonaro. As acusações dominaram parte do confronto e provocaram respostas em tom de ataques.
Apesar do clima de hostilidade, os candidatos apresentaram algumas propostas. Na segurança pública, Lula defendeu a criação de um ministério específico para a área. Flávio propôs classificar facções criminosas e milícias como organizações narcoterroristas. Na saúde, o presidente citou a ampliação de programas de atendimento, enquanto o senador prometeu expandir a telemedicina e implantar um prontuário eletrônico unificado no SUS.
O encontro também abordou economia e políticas sociais, mas as sucessivas provocações limitaram a discussão sobre como os compromissos seriam executados. A uma semana da votação, o debate deu mais destaque ao confronto entre os adversários do que ao detalhamento de soluções para os problemas do país.







