Suzane von Richthofen foi nomeada inventariante dos bens deixados pelo tio, Miguel Abdalla Netto, morto em janeiro de 2026. A decisão foi tomada pela Justiça de São Paulo em meio a uma disputa judicial pelo controle do espólio.
Com a determinação, Suzane passa a ser responsável pela administração e conservação dos bens durante o processo de inventário, que foi aberto após a morte de Miguel. A decisão, no entanto, não permite que ela venda, transfira, ceda ou utilize os bens para fins pessoais sem autorização judicial.
A disputa pelo espólio envolve Suzane e Carmem Silvia Gonzalez Magnani, que afirma ter mantido união estável com Miguel Abdalla Netto e reivindica tanto o reconhecimento da condição de companheira quanto o direito à herança e à função de inventariante. Suzane contesta a existência dessa relação.Na decisão, a juíza responsável pelo caso apontou a falta de provas suficientes que comprovem a união estável alegada por Carmem.
A magistrada destacou, inclusive, que em outro processo a própria requerente declarou ter mantido relacionamento com Miguel apenas entre o fim de 2011 e meados de 2015.Segundo a Justiça, o reconhecimento ou não da união estável dependerá do resultado de outra ação judicial específica.
Até que haja uma decisão definitiva sobre esse ponto, o inventário ficará suspenso.A magistrada também ressaltou que, do ponto de vista sucessório, sobrinhos têm prioridade na linha de herança em relação a parentes colaterais de grau inferior, o que reforçou a nomeação de Suzane como inventariante neste momento do processo.










