Uma operação conjunta da Polícia Civil e da Secretaria da Fazenda prendeu sete pessoas — entre elas dois contadores e três empresários — suspeitas de sonegar, ao menos, R$ 18 milhões em impostos estaduais. A fraude foi praticada ao longo de dois anos com o uso de notas fiscais falsas, atingindo o polo gesseiro de Pernambuco, localizado na região do Araripe.

A Operação Malta foi realizada no dia 15 de abril, mas os detalhes do inquérito só foram divulgados nesta terça-feira (22). As ações aconteceram em Araripina, Trindade e Ouricuri, no Sertão de Pernambuco, e também em Marcolândia, no Piauí.
Além das prisões, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão, com bloqueio judicial de R$ 6,3 milhões e apreensão de veículos avaliados em R$ 1,5 milhão.
Segundo o delegado Breno Varejão, 42 empresas “laranjas” foram identificadas. O grupo usava CPFs de pessoas em situação de vulnerabilidade para criar empresas falsas e transportar gesso de forma ilegal, burlando a Receita Estadual.
O polo gesseiro de PE é responsável por 97% da produção de gipsita do Brasil e abriga a quarta maior reserva do mineral no mundo. A fraude prejudica a arrecadação e gera concorrência desleal no setor, como destacou o diretor de Operações da Sefaz, Antônio Emery. Um dos empresários presos já havia sido indiciado por sonegação fiscal em 2019. As informações são do G1 Pernambuco.










