Mulher é presa em flagrante por suspeita de racismo contra menino de 10 anos em Caruaru

Uma mulher de 40 anos, identificada como Ilária Lindalva da Silva, foi presa em flagrante na manhã desta quinta-feira (16), em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, suspeita de cometer racismo contra um menino de 10 anos.

Segundo a Polícia Civil, ela teria chamado a criança de “macaco”. Esta é a segunda vez que a suspeita é presa por racismo. A prisão foi realizada por policiais da 89ª Circunscrição Policial, da 2ª Delegacia de Caruaru, no bairro Cidade Jardim.

De acordo com o delegado Alberes Cristiany Costa, a mulher já havia sido presa anteriormente por crimes de racismo e injúria contra a mesma criança e seus familiares. Ela permaneceu presa por quase dois anos e havia deixado o sistema prisional há cerca de dois meses para cumprir prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Ainda segundo o delegado, a decisão judicial determinava que ela permanecesse emRiacho das Almas.No entanto, a suspeita voltou para Caruaru e, conforme a investigação, voltou a praticar ofensas racistas contra a família.

A Polícia Civil informou que a prisão foi efetuada após a equipe de investigação receber a denúncia. Conforme o delegado, há vídeos, áudios e outros elementos que serão utilizados na apuração. A suspeita nega as acusações.

Ela foi autuada em flagrante pelos crimes de racismo, ameaça e injúria. Como o crime de racismo é inafiançável, a mulher não teve direito à fiança e será apresentada em audiência de custódia.

A polícia também informou que ela descumpriu as condições impostas para o uso da tornozeleira eletrônica ao estar fora da área autorizada pela Justiça.

O primeiro caso ocorreu em julho de 2023. Segundo denúncia do Ministério Público de Pernambuco, a acusada ofendeu a dignidade de quatro membros de uma família ao injuriá-los em razão da raça e da cor, utilizando expressões depreciativas como “bando de macacos” e “família de macacos”.

O texto da ação penal também afirma que Ilária ofendia inclusive um garoto de 7 anos, que passou a sentir medo dela, chegando a deixar de brincar com amigos da vizinhança e até mesmo no quintal da própria casa.

“Ela ainda atirava fezes de cachorro na residência da família, assim como bananas, pedras, paus, garrafas e tijolos no telhado e no quintal das vítimas, além de ter ameaçado incendiar o carro da família”, afirma a publicação do MPPE à época.

Em 2024, a juíza da 4ª Vara Criminal de Caruaru, Carla de Moraes Rego Mandetta, condenou Ilária Lindalva da Silva pelo crime de racismo a dez anos e seis meses de reclusão, além de um mês de detenção. Fonte: diário de Pernambuco

Ana Lídia Barboza

Ceo e Reporter

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