O Irã ameaçou nesta quarta-feira (8) romper o cessar-fogo firmado na guerra contra os EUA e Israel se o Exército israelense não parar de bombardear o Líbano, segundo agências estatais iranianas.
Segundo uma fonte ouvida pela Tasnim, as Forças Armadas iranianas já estão “identificando alvos para responder aos ataques desta quarta feitos por Israel contra o Líbano”. Uma outra fonte ouvida pela PressTV afirmou que o Irã “irá punir Israel pelos ataques ao Hezbollah que violaram o cessar-fogo”.
Além das ameaças contra Israel, o Irã anunciou que voltou a fechar o Estreito de Ormuz para o trânsito de navios comerciais, e atribuiu a ação ao que chamou de “violações de Israel ao cessar-fogo”, segundo a agência Fars.
O endurecimento da postura do Irã ocorreu após Israel ter feito nesta quarta o maior ataque contra o território libanês em sua guerra contra o grupo terrorista Hezbollah (leia mais abaixo).
Os bombardeios israelenses em larga escala ocorreram após o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, dizer que o cessar-fogo acordado com Irã e EUA não envolve o Líbano. A fala contrariou o anúncio do Paquistão, que tem atuado como mediador do conflito, de que todas as frentes teriam os ataques interrompidos, e mencionou explicitamente o Líbano.
Israel e o Hezbollah retomaram uma guerra entre eles no início de março, em meio ao conflito contra o Irã. Isso porque o grupo terrorista é apoiado por Teerã e iniciou ataques aéreos contra o território israelense em retaliação a bombardeios de Israel contra o Irã. As ações mergulharam o Líbano em uma crise humanitária
Após a onda de ataques, o premiê do Líbano, Nawaf Salam, acusou Israel de atingir áreas densamente povoadas e de ignorar esforços internacionais pela paz. Já o Ministério da Saúde libanês afirmou que os bombardeios deixaram centenas de vítimas, incluindo mortos e feridos, e pediu que a população libere as ruas de Beirute para a passagem de ambulâncias.
fonte: G1








