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Estupro coletivo no Rio: Suspeito é investigado por outro caso de abuso sexual

Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga outra denúncia de crime sexual envolvendo um dos suspeitos de participar do estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana.

Uma jovem que hoje é maior de idade diz ter sido obrigada pelo estudante Vitor Hugo Oliveira Simonin a fazer sexo oral nele quando ela era menor de idade. A defesa de Simonin foi procurada para comentar sobre esta acusação e não se manifestou. Sobre o estupro coletivo, a defesa diz que ele é inocente.

A Polícia Civil do Rio confirmou a nova denúncia contra Simonin. “Temos um IP (inquérito policial) instaurado sobre o caso”, diz o delegado Ângelo Lages, da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) que está à frente da investigação.

Ao Fantástico, da TV Globo, a jovem contou que o agressor era seu colega de escola e teria praticado o abuso sexual durante uma festa. Ela tinha 17 anos. Os dois estavam se beijando, quando Victor pediu para que fizesse sexo oral nele. A garota se negou e, diante da recusa, o agressor insistiu. “Enquanto a gente se beijava, ele começou a tentar empurrar minha cabeça para baixo. Eu falei: ‘Victor, eu não vou fazer isso aqui’. E aí nisso, ele continuou.”

Segundo o relato da jovem, nesse momento ela perdeu o equilíbrio. “Minhas pernas meio que cederam, eu caí, e ele começou a forçar o sexo oral nele. Ele continuava forçando minha cabeça.”

A vítima diz que conseguiu escapar quando apareceu um segurança e ela voltou para a festa. Quando surgiram as notícias do estupro coletivo contra a menor envolvendo o mesmo agressor, ela entendeu que tinha sido vítima de estupro e decidiu denunciar. “Tá, realmente aquilo foi um estupro e eu preciso realmente falar sobre isso.”

O delegado Ângelo Lages disse ao Estadão que a jovem foi ouvida na delegacia e confirmou o que havia relatado ao programa da TV Globo. O caso segue sob sigilo, como forma de proteção à vítima.

Vitor Hugo é filho de José Carlos Simonin, ex-subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do governo de Cláudio Castro (PL). Ele foi exonerado após a repercussão do caso.

O Estadão entrou em contato com o escritório do advogado Ângelo Máximo, que defende Vitor Hugo no caso do estupro coletivo, mas não teve retorno. Anteriormente, ele havia dito que o rapaz estava no apartamento onde teriam ocorrido os fatos, mas ele alega não ter cometido nenhum crime. As informações são do diario de Pernambuco

Ana Lídia

Ceo e Reporter

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