A Justiça de Pernambuco negou o pedido liminar para suspender temporariamente o processo do Caso Beatriz até que a transferência do júri para o Recife seja analisada.
No fim de julho, a defesa do réu pelo crime, Marcelo da Silva, pediu à Justiça pernambucana que o Tribunal do Júri fosse transferido de Petrolina para o Recife, argumentando que a trajetória política de Lucinha Mota compromete a imparcialidade do Conselho de Sentença.
Também foi solicitado que o processo fosse temporariamente suspenso até o julgamento da transferência do júri. A decisão do desembargador Honório Gomes do Rego Filho, assinada na terça-feira passada (4), foi contrária à defesa do réu.
O relator entendeu que “não se verifica, neste momento, situação de urgência capaz de justificar a medida excepcional pretendida”.
O magistrado determinou, ainda, que a Vara do Júri de Petrolina preste informações sobre o caso no prazo de cinco dias. Em seguida, o Ministério Público, a assistência de acusação e a Procuradoria de Justiça Criminal também deverão se manifestar antes do julgamento final do mérito.
“Mais uma vez, o assassino de Beatriz perde mais um recurso […] É assim que as famílias de vítimas no Brasil têm que esperar: com dor e sofrimento, enquanto assassinos covardes e cruéis se utilizam do Código de Processo Penal, só para protelar. Mas eu não vou desistir, não vamos parar, e, custe o que custar, o júri do assassino de Beatriz vai acontecer, e ele vai ser punido”, disse Lucinha Mota. As informações são do blog Edenevaldo Alves









