A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) prendeu, após quatro meses, quatro suspeitos de envolvimento no assassinato de Valmir Calaça, o popular Chapada, vaqueiro ligado a causas populares. As prisões ocorreram na manhã da terça-feira (1), no município de Floresta. A morte do vaqueiro causou comoção popular no Sertão do Estado.
Walmir Calaça foi assassinado a tiros na noite do dia 30 de novembro, em Floresta, nas proximidades da Academia Pernambuco, no Centro da cidade. Ele foi levado para o Hospital Coronel Álvaro Ferraz, onde chegou sem vida.

Intitulada Praeteritum, a operação da PCPE teve por objetivo o cumprimento de cinco mandados de prisão temporária, mas apenas quatro foram executados. Houve ainda o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão domiciliar, resultando na apreensão de dois veículos suspeitos de terem sido utilizados na empreitada criminosa, bem como de diversos aparelhos celulares. A operação contou com o assessoramento do Núcleo de Inteligência de Arcoverde.
As ações da PCPE para o esclarecimento dos fatos foram iniciadas ainda na mesma data do homicídio, em 30 de novembro do ano passado.
“Após longa e criteriosa investigação, identificamos cinco indivíduos envolvidos no crime, os quais foram alvo de representação pela decretação da prisão. O Ministério Público opinou favoravelmente e o juiz acatou os pedidos integralmente, resultando nas prisões e buscas que foram cumpridas nesta operação”, explicou o delegado responsável pelo caso, Daniel Angeli, titular da Delegacia de Floresta.
Após o interrogatório, os suspeitos passaram por audiência de custódia e foram levados para prisões, que têm prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogado por igual período. As investigações seguem em andamento, encaminhando-se para a fase de conclusão.

Walmir Calaça era uma figura pública conhecida, principalmente, no Sertão de Pernambuco. Ele ficou conhecido nacionalmente ao participar da Missa do Vaqueiro de Serrita, carregando a bandeira LGBTQIA+. O vaqueiro chamou a atenção dos religiosos presentes ao aparecer com a bandeira da comunidade, expressando apoio, mesmo se identificando publicamente como heterossexual. As informações são do diário de Pernambuco.









